disse-me um grande amigo que registar num caderninho, ao final de cada dia, um momento bom, por mais simples (normalmente os melhores), é terapêutico.
a verdade é que num mundo de pessimismo (que seja aquele que criamos na nossa cabeça), nem sempre é uma tarefa fácil. "mas é possível", dizia ele. "mas resulta", dizia ele. eu acredito nele. sempre acreditei. e o melhor destes 20 e tal anos de crença, eu nele, ele em mim, nós em nós, é saber que há crenças eternas e transcendentes...a nossa.
disse-me uma grande amiga (amiga de amigo que se tornou amiga. minha amiga. minha amiga) que não me preocupasse. que façamos o que fizermos, o que é verdadeiro permanecerá sempre connosco. não importa onde, quando, nem porquê...não importa porquê, já disse? não importa como. não importa. desde que eu me importe, que tu te importes. que nos importemos...não importa porquê. não importa.
disse-me um grande amigo "está feito? pode seguir! - mas...é a primeira vez que faço uma coisa destas! - pode seguir!" - CONFIAR!
disse-me uma grande amiga que, inevitavelmente, ao longo da nossa vida, há caminhos que se cruzam, caminhos que seguem outras direcções que não a nossa. que a isso se chama crescer, que é a ordem natural da vida. que há gavetinhas de momentos, dias, meses, anos...que de alguma forma nos trouxeram até ao agora e que, por isso, de nada adianta a tristeza pelo que ficou lá atrás (não para trás) e que o segredo é saber sorrir ao olhar à distância para essas memórias.
ensinou-me um grande amigo que partiu cedo demais que não se deve abandonar um espaço onde se esteve sem deixar alegria aos que ficam. não me ensinou com palavras em tom de quem quer ensinar. limitou-se a dar-me a alegria de com ele privar...pouco tempo....pouco tempo...tão rico tempo.
ensinou-me um grande amigo que perante uma adversidade incurável, baixar os braços não é um caminho. e a cada dia, levanta-se e luta mais e mais até cair de cansaço para logo a seguir voltar a erguer-se.
disse-me, sem me dizer, mas eu ouvi e oiço cada vez que quero. é verdade. eu oiço cada vez que quero. disse-me "vai sim! vai ser bom para ti!"
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