sábado, 26 de maio de 2012

Quando na tua dor me confortas.

Porque há momentos em que sentimos ter uma importância extrema para alguém.
Ontem voltei a senti-lo.
Mais uma vez, numa daquelas janelinhas 'gmailícas', no silêncio de uma noite não tardia, as palavras fizeram-se sentir e caminhar na minha direcção, como que vindas de um diálogo directo e presente.
Não posso deixar de registar e valorizar. Não posso deixar de manifestar como palavras espontâneas, de um sentir que já teve tantos precalços, mas que se reforça a cada dia,  se transformaram na certeza de que: em mim podes ser tudo. Em mim podes ser tu mesma.
Comove-me pensar na grandeza de pequenos gestos que são os teus. Na, por vezes, inconsciência daquela grandeza, e por isso mesmo, de uma dimensão cada vez maior, pela genuinidade que lhe/te reconheço.
Não sei o que o amanhã nos trará. Não sei...Sei apenas que te agradeço por cada afago, que chegas a julgar "desajeitado" mas, que é o teu.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Babuínos


"Babuíno (do francês babouin) é a designação genérica para antropóides cercopitecídeos do género Papio e afins, caracterizados pelo focinho pontudo, caninos grandes, bochechas volumosas e calosidades nas nádegas."

Ora, há dias, em conversa com a minha querida amiga Teresa, os Babuínos vieram à baila. Bailando? Não...Surgiu, como um entre os muitos assuntos que debatemos diariamente, naquela janelinha do chat gmail, sem a qual já não passamos.

O Babuíno é, portanto, e para mim, um animal pouco ou nada fofinho. Bem, são gostos. A verdade, é que não cheguei a perceber se ela gostava ou não de Babuínos.

Eu digo-vos já que não gosto. Após um estudo de alguns meses sobre a espécie, concluí que não gosto deles. Não sei. Não sei se são as bochechas volumosas ou os calos nas nádegas que me intimidam...A verdade é que não me inspiram confiança. E a confiança existe, ou não existe (lá está, nada de meios- termos cá para os meus lados). Às vezes quase que uma vida para conquistá-la...Um segundo, para perdê-la.

Acredito, porém, que, como em toda espécie humana e animal, haja uma ou outra ovelhinha branca no meio das negras.

Babuínos, falamos de Babuínos. Para já fica este apontamento acerca dos nossos parentes de rabo vermelho e cara feia...Sobre a restante família dos pongídeos, falaremos mais tarde. "Quem viver verá..."!!!! Para já Teresa, seguidores, tenhamos cuidado com os Babuínos das nossas vidas. 


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Regresso

Houve um tempo, em que conversar, desabafar, partilhar, sobretudo, problemas era quase como que um tabu.
Refúgio na escrita...Refúgio nas noites de Verão, quando todos já dormiam. Refúgio no sofá da minha sala, na casa do Alentejo...A música como companhia e folhas em branco. Estas com sede de tinta. Ou lápis...tanto se me dava como se me dava.
Depois...mudar de cidade, de casa, amigos, pessoas, espaços...O tabu foi-se e a necessidade de escrever também.
Na passada segunda-feira pediram-me para escrever letras de músicas. Disse "Eh pah! Mas eu não escrevo!".
A verdade é que no dia seguinte, sentada...não no sofá da minha casa do Alentejo, mas na minha cadeira de Lisboa...Escrevi...E senti que queria escrever mais e mais. Não porque os tabus voltaram. Não porque aquele tempo voltou. Apenas por "sentir assim", que escrever é e continua a ser parte de mim.
Assim começa "Só sei sentir assim"... ;)