É verdade, ainda não te conheço, ainda não te vejo.
E saber que já existes, ainda que não te conheça, que não te veja, tens o poder de transformar,
de me transformar, de me lembrar o que é amor de forma tão pura e
genuína. De forma tão grandiosa e avassaladora, que o coração chega a
pensar não ter espaço para tanto sentir. E ele engana-se tanto. Há
sempre mais espaço. Parece que estica. Estica não estica? Como estica
essa "casinha" onde ainda te encontras e onde ainda não te vejo, nem
posso conhecer-te. Porque o amor é mesmo assim, tem espaço, tem lugar,
tem tempo, tem amar.
E eu amo-te pequena cor-de-rosa. Amo
imaginar-te de mãos dadas com o pequeno azul que tem preenchido o melhor
de mim. Nós os três de mãos dadas.
Toma o teu tempo. A "tia
Dores doida", como me chama o nosso pequeno azul (sim, também será teu;
vais amá-lo tanto; depois contas-me), espera por ti. E depois...Depois
"Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo para olhar para ti".
