É verdade, ainda não te conheço, ainda não te vejo.
E saber que já existes, ainda que não te conheça, que não te veja, tens o poder de transformar,
de me transformar, de me lembrar o que é amor de forma tão pura e
genuína. De forma tão grandiosa e avassaladora, que o coração chega a
pensar não ter espaço para tanto sentir. E ele engana-se tanto. Há
sempre mais espaço. Parece que estica. Estica não estica? Como estica
essa "casinha" onde ainda te encontras e onde ainda não te vejo, nem
posso conhecer-te. Porque o amor é mesmo assim, tem espaço, tem lugar,
tem tempo, tem amar.
E eu amo-te pequena cor-de-rosa. Amo
imaginar-te de mãos dadas com o pequeno azul que tem preenchido o melhor
de mim. Nós os três de mãos dadas.
Toma o teu tempo. A "tia
Dores doida", como me chama o nosso pequeno azul (sim, também será teu;
vais amá-lo tanto; depois contas-me), espera por ti. E depois...Depois
"Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo para olhar para ti".
Sou 8 ou 80...Maioritariamente 80! Desconheço os meios-termos. Conheço o nada, o pouco, o muito. Conheço o mínimo e o máximo. Conheço-me, conheço-te! Mas quero e posso conhecer mais. Da vida espero sentir. Na vida quero sentir. Quero e posso! Da vida quero a força de viver. Na vida quero uma roda que me enlace e assim fazer dela... Abraços. Muitos e sentidos. Sentir assim...Apenas e só desta forma, que mesmo na ausência se faz presente.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
"Fazes-me falta"
"Há
tantas coisas que nunca te disse – e dizias tu que eu falava demais.
Flutuo por este noante em busca dessas palavras a menos, atravessadas
entre nós como um longo corredor de prisão. (...) não te perdoo o que
não soubeste saber de mim. (...) não me perdoo o que não soube verter-te
de mim.""Terás alguma vez entendido que o bem que eu queria para mim era só o de ser quem era?"
"Fazes-me falta, merda – já te disse?"
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