domingo, 24 de abril de 2016

Nunca mais escrevi...Mas hoje a Rita faz anos!


Nunca mais escrevi!
Passam dias, passam semanas, semanas que se transformam em meses, anos...Mas a Rita hoje faz anos!

A Rita é pequenina! A Rita está a crescer! Mas a Rita gosta de correr, de brincar. A Rita gosta de rir, de gargalhar, de rir, de rir muito! Gosto quando a Rita gargalha comigo. Gosto que a Rita goste de gargalhar comigo.

A Rita...A Rita faz anos. A Rita gosta de falar (e como ela fala...). Gosto que a Rita goste de falar. Gosto ainda mais que a Rita não deixe de dizer. Gosto que na Rita as palavras não se calem.

A Rita sente. Gosto tanto quando a Rita sente. E ela sente sempre. E eu gosto sempre dela.

A Rita gosta de cantar, de se apaixonar, de se comover. A Rita gosta de desenhar. A Rita gosta do mar. Do mar...De ir e sempre voltar!

A Rita faz anos, a Rita é pequenina, a Rita está a crescer. Mas a Rita gosta de se deitar no chão a ver o fogo
de artifício. Gosta das luzes, gosta das cores, gosta do brilho (e como ela brilha...). A Rita faz anos.

A Rita gosta de amar, de cuidar. A Rita sabe como lutar! A Rita gosta de amar.

E eu? Eu gosto da Rita. Da Rita que pula e salta. Da Rita que ri e que chora. Da Rita que sente. Da Rita...que está a crescer, mas que continua a ser pequenina! A Rita faz anos! :)


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Cor-de-rosa

É verdade, ainda não te conheço, ainda não te vejo.
E saber que já existes, ainda que não te conheça, que não te veja, tens o poder de transformar, de me transformar, de me lembrar o que é amor de forma tão pura e genuína. De forma tão grandiosa e avassaladora, que o coração chega a pensar não ter espaço para tanto sentir. E ele engana-se tanto. Há sempre mais espaço. Parece que estica. Estica não estica? Como estica essa "casinha" onde ainda te encontras e onde ainda não te vejo, nem posso conhecer-te. Porque o amor é mesmo assim, tem espaço, tem lugar, tem tempo, tem amar.
E eu amo-te pequena cor-de-rosa. Amo imaginar-te de mãos dadas com o pequeno azul que tem preenchido o melhor de mim. Nós os três de mãos dadas.
Toma o teu tempo. A "tia Dores doida", como me chama o nosso pequeno azul (sim, também será teu; vais amá-lo tanto; depois contas-me), espera por ti. E depois...Depois "Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo para olhar para ti".

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Fazes-me falta"

"Há tantas coisas que nunca te disse – e dizias tu que eu falava demais. Flutuo por este noante em busca dessas palavras a menos, atravessadas entre nós como um longo corredor de prisão. (...) não te perdoo o que não soubeste saber de mim. (...) não me perdoo o que não soube verter-te de mim."

"Terás alguma vez entendido que o bem que eu queria para mim era só o de ser quem era?"

"Fazes-me falta, merda – já te disse?"

terça-feira, 7 de outubro de 2014

disse-me e ensinou-me...

disse-me um grande amigo que registar num caderninho, ao final de cada dia, um momento bom, por mais simples (normalmente os melhores), é terapêutico.
a verdade é que num mundo de pessimismo (que seja aquele que criamos na nossa cabeça), nem sempre é uma tarefa fácil. "mas é possível", dizia ele. "mas resulta", dizia ele. eu acredito nele. sempre acreditei. e o melhor destes 20 e tal anos de crença, eu nele, ele em mim, nós em nós, é saber que há crenças eternas e transcendentes...a nossa.

disse-me uma grande amiga (amiga de amigo que se tornou amiga. minha amiga. minha amiga) que não me preocupasse. que façamos o que fizermos, o que é verdadeiro permanecerá sempre connosco. não importa onde, quando, nem porquê...não importa porquê, já disse? não importa como. não importa. desde que eu me importe, que tu te importes. que nos importemos...não importa porquê. não importa.

disse-me um grande amigo "está feito? pode seguir! - mas...é a primeira vez que faço uma coisa destas! - pode seguir!" - CONFIAR!

disse-me uma grande amiga que, inevitavelmente, ao longo da nossa vida, há caminhos que se cruzam, caminhos que seguem outras direcções que não a nossa. que a isso se chama crescer, que é a ordem natural da vida. que há gavetinhas de momentos, dias, meses, anos...que de alguma forma nos trouxeram até ao agora e que, por isso, de nada adianta a tristeza pelo que ficou lá atrás (não para trás) e que o segredo é saber sorrir ao olhar à distância para essas memórias.

ensinou-me um grande amigo que partiu cedo demais que não se deve abandonar um espaço onde se esteve sem deixar alegria aos que ficam. não me ensinou com palavras em tom de quem quer ensinar. limitou-se a dar-me a alegria de com ele privar...pouco tempo....pouco tempo...tão rico tempo.
ensinou-me um grande amigo que perante uma adversidade incurável, baixar os braços não é um caminho. e a cada dia, levanta-se e luta mais e mais até cair de cansaço para logo a seguir voltar a erguer-se.

disse-me, sem me dizer, mas eu ouvi e oiço cada vez que quero. é verdade. eu oiço cada vez que quero. disse-me "vai sim! vai ser bom para ti!"

*

terça-feira, 29 de outubro de 2013

contigo(S) sem esforço

a verdade é que nesta verdade me encontro. nesta vontade incontrolável e indescritível que não consigo acalmar a menos que...contigo(S) sem esforço.
porque preciso de ser, porque preciso de ser sem esforço! por que tenho saudades e preciso sentir. porque não posso adiar mais esta ânsia que é a minha e que...não me larga? vai largar? não quero! no fundo não quero e quero reagir...sem esforço...no conforto, sem bloqueios ou medo de ferir, de dizer, de sentir! de dizer não, quando a vontade é não. de dizer sim quando é tudo o que quero. e sinto-o não contigo ou contigo, mas contigo(s). este e aquele em particular...porque me assustam as multidões e nelas não te encontrar. porque me assusta regressar e não te encontrar. porque na futilidade da vida...que também é a minha...nas conversas, tu não és o tema central e é de ti que preciso e quero falar. porque espero sempre mais (demais) é verdade. porque queria ouvir num jeito que era o teu "não fiques assim. tudo se resolve"...tudo...menos a saudade de não te ver e ouvir que..."tudo se resolve"...e o conforto...o teu...ou este ou aquele, mas não todos, que vou procurando. e não sou eu se assim não for porque este é o momento.

sábado, 8 de junho de 2013


Não me tirem esta cidade!

Não me levem desta cidade!

Esta cidade que

Num primeiro momento

Parecia desconhecer

Um abraço apertado.

Esta cidade...

Não me tirem esta cidade.

Esta cidade que circula

...Impaciente...

Esta cidade...

Não me levem desta cidade.

Esta cidade...

Não me levem desta cidade.

Esta cidade que se estranha,

Que se conhece, nunca como um todo

Nunca toda, mas...

Um pouco hoje. Mais amanhã

Esta cidade...

Não me tirem esta cidade.

Há sempre mais nesta cidade

Que hoje sente por se sentir,

Mas que mesmo assim sente,

Por não poder sentir diferente.

E é diferente. Diferente a cada dia.

Um pouco hoje. Amanhã mais.

Esta cidade...

Não me levem desta cidade!

Esta cidade que nos recantos

E miradouros...Esta cidade...

Memórias de momentos

Que se quer...sejam duradouros.

Esta cidade. Casa. Com abraços sentidos.

Não me (a) levem.
 
 
 
[foto: Miradouro S. Pedro de Alcântara. De Susanna Busato]

domingo, 19 de maio de 2013

E quando às vezes


E quando às vezes
Te quero dizer
O que não digo

Dizendo sem falar

No silêncio do meu olhar.


E quando às vezes
Queria ficar

Poder  tocar
E eu parto. Eu parto

Tantas vezes sem olhar.

 
E quando às vezes
Fico a pensar

Já longe, à noite
Se o dia virá

Reencontrar…para te olhar.
                                                                                         
E quando às vezes

Volto a acreditar
Volto a falar
Por me encontrar

No teu olhar.
 
 
 
(foto welcometomytruth77.blogspot.com )